Secretário de Defesa dos EUA: Bombardeios no Irã Continuarão até Acordo sobre Mísseis e Nuclear

Brian Bennett

O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou nesta terça-feira que os ataques aéreos norte-americanos contra o Irã prosseguirão. A intensificação dos bombardeios visa pressionar o Irã a concordar com um cessar-fogo e a desmantelar seus programas de mísseis balísticos e armas nucleares. Apesar da negação dos oficiais iranianos sobre negociações em curso, Hegseth garantiu que as discussões diplomáticas “são muito reais”.

A Estratégia de 'Negociar com Bombas'

Em um briefing no Pentágono, Hegseth afirmou que a base industrial de defesa do Irã está “quase completamente destruída”. Ele destacou que aviões de guerra dos EUA têm liberdade para sobrevoar o espaço aéreo iraniano, destruindo lançadores móveis de mísseis e drones assim que são detectados em campo aberto. “Não queremos fazer mais militarmente do que o necessário, mas não fui leviano quando disse que, enquanto isso, negociaremos com bombas. Nosso trabalho é garantir que o Irã perceba que este novo regime está em uma posição melhor se fizer um acordo”, declarou Hegseth. Este tom reflete a abordagem que visa compelir o Irã através da força militar a aceitar os termos de um acordo.

Pressão Militar e Diplomática

Hegseth revelou ter visitado bases militares dos EUA no Oriente Médio no fim de semana para se encontrar com as tropas. Em seu retorno, reuniu-se com a equipe do Presidente Donald Trump encarregada das negociações com a liderança iraniana, que inclui o enviado para o Oriente Médio Steve Witkoff, Jared Kushner (genro de Trump) e o Secretário de Estado Marco Rubio. O envio de milhares de fuzileiros navais dos EUA e tropas da 82ª Divisão Aerotransportada para a região próxima ao Irã também faz parte dessa estratégia de pressão. Quando questionado sobre o envio de tropas adicionais, Hegseth explicou que o objetivo é ser “imprevisível”. “Nosso adversário agora pensa que temos 15 maneiras de atacá-los com tropas em terra, e adivinhe, temos”, disse ele, sugerindo que essas opções podem ser executadas ou servir apenas como alavanca para as negociações.

O Balanço da Campanha Aérea

Desde o início dos bombardeios dos EUA e Israel dentro do Irã em 28 de fevereiro, os Estados Unidos atingiram 11.000 alvos, conforme revelou o Presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, presente na coletiva de imprensa com Hegseth. Caine adicionou que, nos últimos dias, o ritmo de destruição de lançadores móveis de foguetes e drones tem aumentado. A presença das milhares de unidades de combate de elite adicionais na região oferece um extenso leque de opções militares, mas também funciona como um ponto de pressão diplomática. “O Irã deve notar que [as tropas] estão lá e são um ponto de pressão, então eles devem considerar cuidadosamente no nível diplomático o que está diante deles”, disse Caine.

Impacto Econômico e Alianças

Nas últimas semanas, o Irã tem agitado os mercados de petróleo ao ameaçar as rotas de navegação no Estreito de Hormuz. Embora algumas remessas tenham conseguido passar com segurança após negociações, o impasse elevou os preços da gasolina globalmente. O Presidente Trump, em uma postagem no Truth Social, argumentou que os aliados deveriam fazer mais para defender o transporte marítimo do Irã, afirmando que não é uma responsabilidade exclusiva dos EUA. Ele chegou a sugerir que nações preocupadas com a escassez de petróleo deveriam “pegar” o recurso no Estreito de Hormuz e “aprender a lutar por si mesmas”, pois os EUA não estariam mais lá para ajudar. Hegseth endossou essa mensagem, reiterando que Trump está pronto para um acordo de cessar-fogo com o Irã: “Se o Irã for sábio, eles farão um acordo. O Presidente Trump fará um acordo. Ele está disposto.”

Conclusão e Próximos Passos

A estratégia dos EUA para com o Irã se manifesta como uma combinação de forte pressão militar e aberturas diplomáticas condicionais. A mensagem é clara: os bombardeios continuarão até que um acordo sobre os programas de mísseis e nuclear seja alcançado. A postura de “negociar com bombas” e o posicionamento de forças na região visam forçar o Irã a ceder. Os próximos meses serão cruciais para observar se essa tática de coerção militar resultará em um acordo diplomático ou intensificará ainda mais as tensões no Oriente Médio, com reflexos no mercado global de energia e nas dinâmicas de alianças internacionais.

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Fonte: https://time.com

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