Poucos Minutos de Exercício Intenso Podem Reduzir Drasticamente o Risco de Doenças, Revela Estudo

Blue sneakers, water and apple on black background. Concept of healthy lifestile and food, everyd...

Há décadas, a ciência e a medicina nos lembram da importância do exercício físico para a saúde, especialmente para o coração. Seja uma corrida, uma natação ou uma caminhada rápida, movimentar-se sempre foi associado a melhores resultados de bem-estar. No entanto, uma pesquisa recente traz uma ótima notícia: não é preciso passar horas na academia para colher benefícios impressionantes. Um novo estudo sugere que apenas alguns minutos de exercício vigoroso por semana podem fazer uma diferença substancial na prevenção de diversas doenças, indo muito além da saúde cardiovascular e pulmonar. Essa descoberta pode transformar nossa abordagem à atividade física, tornando-a mais acessível e encorajadora para todos.

O Estudo que Desafiou as Expectativas

Publicado no final de março no prestigiado European Heart Journal, o estudo explorou a relação entre o exercício vigoroso e o risco de desenvolver oito condições ou grupos de condições de saúde. Entre elas, destacam-se o Diabetes Tipo 2, distúrbios inflamatórios imunomediados (como a artrite reumatoide) e a fibrilação atrial. Embora estudos observacionais como este não possam comprovar causalidade, os pesquisadores encontraram uma ligação significativa entre a prática de exercícios vigorosos e a redução substancial do risco de desenvolver todas essas enfermidades. Em outras palavras, um pouco de suor pode trazer mais benefícios do que você imagina.

Impacto Abrangente: Além do Coração

Pesquisas anteriores já haviam estabelecido conexões entre a atividade vigorosa e a diminuição do risco de problemas cardiovasculares e mortalidade. O professor Emmanuel Stamatakis, da Monash University, na Austrália, e um dos autores do novo artigo, explica que esta pesquisa ‘vai além e cobre uma gama mais ampla de doenças não-transmissíveis’, incluindo condições metabólicas como doença hepática e doença renal crônica, além de demência. Os resultados indicam uma redução de risco entre 29% e 61%, dependendo da doença, para aqueles que incorporam atividade vigorosa em sua rotina, em comparação com os que nunca atingem esse nível de esforço.

A equipe analisou dados de quase 100.000 pessoas do UK Biobank, uma vasta base de dados biomédica do Reino Unido, que contém informações detalhadas sobre a saúde dos participantes. Para este subconjunto de indivíduos, foram utilizadas informações de monitores de atividade de pulso usados por uma semana, além de questionários sobre atividade física preenchidos por um número ainda maior de participantes. Curiosamente, a redução do risco de doenças inflamatórias imunomediadas (como a Doença de Crohn) foi fortemente ligada ao exercício vigoroso. Já para o Diabetes Tipo 2, o risco foi associado tanto ao volume total de tempo em todos os níveis de esforço quanto à quantidade de exercício vigoroso, evidenciando que ‘o volume importa’, segundo Stamatakis, e não apenas a intensidade.

Quanto Exercício é Realmente Suficiente?

As recomendações atuais nos EUA sugerem 75 minutos de atividade física vigorosa por semana, ou 150 minutos de atividade moderada. No entanto, os achados deste grupo de pesquisa e de outros estudos indicam que mesmo quantidades muito pequenas de atividade de alta intensidade podem ter um efeito surpreendentemente grande na saúde. Stamatakis aponta que ‘quatro minutos e meio [por dia] estão associados a aproximadamente 35% a 50% menos risco de doenças cardiovasculares incidentes’.

Como Identificar um Exercício Vigoroso?

Saber se você está se exercitando de forma vigorosa é mais simples do que parece. ‘Se você consegue falar confortavelmente, ainda está na zona moderada’, explica Stamatakis. ‘Quando você entra na zona vigorosa, você fica sem fôlego.’ Esse tipo de exercício é frequentemente desconfortável, e a maioria das pessoas que não se exercitam regularmente dificilmente conseguem mantê-lo por mais de um ou dois minutos. Mas não se preocupe: ’60 segundos é absolutamente bom’, garante Stamatakis. ‘Temos muitas pesquisas mostrando que acumular atividade a partir de rajadas tão curtas é benéfico.’ Isso significa que correr para pegar o ônibus ou subir as escadas rapidamente, a ponto de ficar sem fôlego, conta como exercício vigoroso. Veja dicas para incluir intervalos curtos de alta intensidade em sua rotina.

Implicações e Próximos Passos na Pesquisa

Aumentar a quantidade de exercício vigoroso em sua vida pode ser mais fácil do que você pensa. Embora os detalhes de como ele pode afetar órgãos tão diversos como rins e pulmões ainda sejam objeto de pesquisa ativa, a evidência de efeitos positivos é mais do que suficiente para justificar sair da zona de conforto por alguns minutos todos os dias. Este estudo reforça a ideia de que a saúde não exige sacrifícios extremos, mas sim a incorporação de pequenos e poderosos hábitos no dia a dia, com grandes benefícios para a sociedade em geral. Saiba mais sobre como a tecnologia pode auxiliar na saúde preventiva.

Gostou da notícia? Inscreva-se na nossa newsletter para receber as principais novidades sobre inteligência artificial diretamente no seu e-mail.

Fonte: https://time.com

Veja também